domingo, 6 de janeiro de 2019

Workshop… Era uma vez, na Creche! 

Dia 2 fevereiro (10h - 12.30/14h - 17.30) na Creche e JI Ninho Dos Corujinhas em Coruche ( a nossa linda vila ribatejana a cerca 50 minutos de Lisboa) … um dia para Partilhar e Crescer Felizes! Quem alinha? Faça a sua inscrição para o mail: asilvana19@hotmail.com .
Inscrevam-se e Partilhem!!
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SOU EDUCADORA DE INFÂNCIA… JÁ SEI TUDO?

Sábado de manhã (5/1/2019)… pelas 8.30h… o carro marca temperatura de … apetecia ficar mais um pouco na cama quentinha… as ruas de Coruche ainda estão meio desertas… mas vamos lá, rumo a Lisboa!

Mas o que nos move, em condições tão difíceis, a abdicar de um Sábado para ir a uma formação? Já temos a formação académica enquanto profissionais de educação, é mesmo necessário frequentar formações?

SIM… na minha opinião, no dia em que eu achar que já sei tudo é o dia em que não saberei nada… que esse dia nunca chegue! E sim temos a formação académica mas é necessário ir adquirindo novos conhecimentos, partilhar e ouvir partilhas, fazer as nossas leituras, refletir sobre a profissional que sou, sobre o meu contexto, sobre o caminho que percorro ao lado dos pequenotes e famílias … é necessário APRENDER ... APRENDER É CRESCER… considero que é algo importante em qualquer área profissional pois só assim se poderá alcançar a qualidade.

Na área da Educação de Infância, apesar de ser ainda uma área recente para mim (tenho palpite que daqui 20 anos continuo a dizer isto), tenho sentido alguma evolução, há maior procura de formação no sentido de melhorar as práticas pedagógicas, e é algo que deve ser valorizado, o haver humildade para ter abertura para aprender… sobretudo numa profissão em que se exige um pouco de vários olhares (ex:o olhar a nível de saúde , e não somos médicos, mas temos de perceber sinais e agir), uma multiplicidade de olhares que exige um investimento ao nível da formação que vai mais além da mera formação académica .

E que formações devo frequentar? Na minha opinião cada profissional deve procurar temas que lhe sejam uteis, ir a uma formação é um investimento (pessoal; monetário) que cada um deve rentabilizar o melhor possível traduzindo-se em maior qualidade na sua prática pedagógica. Quando vou a uma formação não vou em busca de receitas, sou educadora de uma grupo constituído por crianças, cada uma com a sua especificidade, estou num determinado contexto … e é isto mesmo que aprecio nestes momentos de formação, conhecer outros profissionais, perceber as diferentes realidades, registar novas bibliografias, conhecer materiais… PARTILHA… é na partilha que crescemos muito enquanto profissionais.



Formação: E AGORA?MAIS CRECHICES!


Há já alguns anos que frequento as “formações da Célia”, tal como relembramos, comecei a frequentar como professora E.B-1ºciclo e passei depois a frequentar como Educadora de Infância. 

Não irei revelar muito sobre esta formação uma vez que vai andar pelo país e há que manter o fator “curiosidade” . O que destaco do dia de ontem:

- Que bom observar que há muitas colegas a querer crescer profissionalmente;

- Momento de apresentação: ADORO… modo como cada uma se apresenta, e o amor que se sente pela profissão nessa mesma apresentação;


- Ligação teoria com o que fazemos na prática;


- Listagem de bibliografia ( e o ter oportunidade de manusear tantas novidades);


- Conhecer novos materiais e onde os podemos adquirir ;

- O trabalhar em grupo ( ir falando com colegas , perceber as suas realidades…)

- As dinâmicas que nos fazem saltar da cadeira e FAZER, mexer o corpo e a alma!



Ultra Destaque (sem revelar muito)

- A minha criança e Eu… o levar-nos às nossas memórias, à criança que fui, à pessoa que sou… vai muito mais além da imagem… um despertar saudades da minha infância… o resgatar de memórias… o refletir sobre o percurso do ontem até hoje… e que bom é levarmos essa reflexão para o que fazemos enquanto profissionais, eu quero muito, ao lado dos pequenotes e famílias construir as nossas memórias, despertar a Imaginação… que as nossas crianças tenham sempre a capacidade de Sonhar e ser FELIZES! Ainda que numa sociedade tão diferente daquela de quando eramos crianças… eu ACREDITO QUE É POSSÍVEL!


Concluindo… se queremos ser profissionais de qualidade devemos investir na nossa formação, devemos querer sempre saber mais, devemos ter capacidade de continuar a Aprender… de Refletir… de Partilhar… pois a CRESCER SOMOS FELIZES!




sexta-feira, 4 de janeiro de 2019


Minha querida escola da aldeia
Os ventos da Escola apontam para novos caminhos? E que tal começar a casa pelas fundições e não pelo telhado?
Escola Montinhos dos Pegos

Hoje foi dia de reunião escolar do meu pequeno maior que frequenta o 3ºano de escolaridade. E parece-me que há “ventos novos a soprar” sob influência do modelo finlandês. Estas reuniões são vividas por mim de duas formas, como mãe mas também da perspectiva de profissional de educação (até porque a minha formação inicial foi professora E.B-1ºciclo). Ainda na minha formação inicial ( há longos anos) já haviam bons exemplos de escolas em Portugal que seguiam caminhos diferentes do tradicional , escolas vistas como excepção (até colocadas um pouco à margem) mas referências para quem acredita numa educação de qualidade para todos (e não apenas para quem frequenta colégios privados). Um desses exemplos é a Escola da Ponte (situa-se em São Tomé de Negrelos, concelho de Santo Tirso, distrito do Porto)

“A organização que esta Escola põe em prática inspira uma filosofia inclusiva e cooperativa que se pode traduzir, de forma muito simplificada no seguinte: todos precisamos de aprender e todos podemos aprender uns com os outros e quem aprende, aprende a seu modo no exercício da Cidadania.”(http://www.escoladaponte.pt)



Como profissional de educação, esta escola tem sido para mim uma referência de qualidade pelo projeto, pelo empenho da equipa, pelo trabalho desenvolvido em parceria com as famílias, e principalmente pelo que considero ser o principal objetivo de todos os níveis de ensino, o respeito por cada criança, pelos seus interesses, pela pessoa que cada um é… por um interesse em que cada um cresça e aprenda com qualidade… Crescer Feliz!

Mas há outros exemplos de qualidade em Portugal, então porquê apontar o foco para a Finlândia se em Portugal temos bons exemplos? Modas? Interesses económicos?

Lamentavelmente o sistema educativo em Portugal está doente, rege-se por rankings, programas a mudar constantemente, por professores cada vez mais desiludidos (e por muito Amor que se tenha à profissão, não é suficiente para um sistema que se rege por interesses políticos e não educativos).

p.s: ISTO NÃO É UMA REFLEXÃO POLITICA ( é a junção do que vou assistindo como mãe e como profissional de educação)



Os ventos soprarem rumo à mudança é algo positivo, mas para se mudar tem de se perceber que caminho se quer percorrer, não vamos ali à Finlândia trazer a receita e aplicar. A mudança tem de começar desde a Creche, quando se começa uma casa não é pelo telhado que começamos pois não? Aliás os bons exemplos que temos em Portugal não aconteceram de um dia para o outro, exige reflexão, exige diálogo, exige formação, exige compromissos entre várias partes envolvidas.

Retornando à minha formação inicial como professora E.B-1ºciclo, a experiência que tive a dar aulas foi muito reduzida, de apenas 3 meses, e ainda bem que fui e vivi aquela experiência. Eu que adorava o caminho de formação que tinha feito, tinha certeza que tinha nascido para ser professora, bastou-me estes 3 meses para acontecer a desilusão. Deparei-me com um sistema envelhecido cheio de vícios … se calhar tive azar no local onde fui colocada… hoje, considero que foi o melhor que me aconteceu… eu que nunca aspirei a ser a Senhora Professora (estatuto), aspirei a entrar num sistema educativo e contribuir com qualidade para o percurso de formação das crianças... e é possível, há muitos bons profissionais a fazê-lo ( e ainda bem)… mas não pode o nosso sistema educativo andar conforme os ventos sopram… e todos nós testemunhamos que assim o é…

Um momento de mudança que considero extremamente negativo foi a construção das Mega escolas, unicamente em nome da contenção de custos ( que duvido que tenha dado resultados esperados), eu fui do tempo da escola da aldeia, ainda bem… faz parte das minhas boas memórias… o ir a pé para a  escola, a rua que ia ficando cheia das crianças que se dirigiam para a escola, o brincar livremente, o baloiço que me bateu na cintura marcando-me (saudavelmente ), os tacos do chão de madeira… a escola da aldeia permitia a nós crianças construir as nossas memorias através deste viver tão bom e faz parte de cada um de nós, e fazia parte de cada “terriola”… E nos dias de hoje? Edifícios gigantescos, sem espaços exteriores de qualidade, com mais conflitos… é como se as escolas se tivessem transformado nos “ Shoppings da Educação ou Deseducação”…

Finalizo esta reflexão esperando que os ventos soprem para uma mudança de qualidade que deve desde logo começar na Creche, e que o principal objetivo seja que cada criança Cresça Feliz!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018


Adeus 2018… olá 2019!


Definição de reflexão

1.ato ou efeito de refletir ou refletir-se

2.mudança de direção, ou mudança de sentido na mesma direção

3.ponderação, meditação

4.comentário, pensamento






Estamos naquela fase do ano em que o “mundo” entra em fase de reflexão. Mas isso não deveria acontecer todos os dias? 
Eu acho que sim, e para mim é imprescindível, eu que sou rotulada de extremamente reflexiva (para alguns até de mais…). Não considero um defeito, gosto de pensar sobre o que vivo, sobre cada detalhe, pois só assim o vivido tem realmente significado. E em Educação de Infância é fundamental refletir, seja sobre o tanto que vivenciamos, seja sobre o que observamos, é mesmo muito importante “ ter as antenas sempre ligadas”. É fácil? Mas quem disse que o caminho mais fácil é o melhor? Não é nada fácil, e é algo que se vai aprimorando com o passar do tempo, com a experiência… mas há um aspeto que considero importante manter, o sermos genuínos nas nossas reflexões, o termos a capacidade de vermos o lado bom mas também o lado menos bom, e sim, o mundo não é cor de rosa, e sim há dias menos bom, e curiosamente é nesses dias que conseguimos retirar as maiores aprendizagens. Ainda que a capacidade reflexiva faça parte de mim, nesta fase de final de ano é tempo do “ Balanço”, que caminho percorri até agora? Que caminho vou seguir? Que sonhos tenho? Que desafios vou abraçar?

2018 foi um ano que marcou a mudança na minha vida profissional, e consequentemente pessoal, em que troquei o meu emprego de educadora numa IPSS por um projeto meu, Ninho dos Corujinhas”… foi um ano marcado por tantos momentos, por tanto crescimento profissional e pessoal. Tem sido fácil? Não, trabalho muito mais, mas não é apenas um emprego, faz parte de mim e marcará com toda a certeza a minha vida… um desafio desafiante… o concretizar de um Sonho… têm sido meses de seguir o caminho em que acredito em Educação de Infância, na companhia de uma equipa de sonhadoras como eu, das famílias, e principalmente dos nossos pequenotes. Enquanto educadora acredito que a minha função é crescer ao lado de cada criança, viver com elas os vários momentos, vê-las crescer a cada dia… mais do que estar ali para lhes ensinar seja o que for, estou (estamos) para crescer com cada uma delas, ao seu ritmo, respeitando-a como pessoa… e isto foi na prática que aprendi, e não foi fácil para mim que vinha de uma formação de professora do EB-1ºciclo enraizada num método muito tradicional, foi uma aprendizagem que fui fazendo (e continuo a fazer) e que surge através das minhas reflexões sobre aquilo que vivo… e felizmente, sou uma privilegiada, e espero um dia dizer “ Fui Educadora”! Mas hoje já posso afirmar que SOU FELIZ no caminho que percorro… 

2018… a marcar um ponto de viragem na minha caminhada, com tantos momentos, tanto SENTIR, tanto, tanto… 2019 estou à tua espera, que venha muito mais…

A Crescer, todos juntos, somos FELIZES!