domingo, 25 de novembro de 2018

Sonhos de Natal...


Memórias de Natal

QUANDO EU ERA PEQUENINA…


Em cada um de nós, nas nossas memórias, há o nosso Natal de criança, bem diferente dos dias de hoje… melhor ou pior? Diferente! Os tempos eram outros, vivamos de um modo mais simples, com menos consumismo, um Natal mais feito de sentimentos do que de coisas materiais… e há momentos que em nós ficaram e se fecharmos os olhos, e nos permitirmos, conseguimos sentir sons, cheiros, sensações… ir ao baú das memórias sabe bem!

Lembro-me do pinheiro de Natal, era o meu avô Joaquim que ia buscar ao pinhal (hoje sei que não seria o melhor para a Natureza), o cheiro a pinhal único, e eu sempre quis um daqueles pinheiros gigantes, o que vinha era um pinheirito que o meu avô cortava com a machada e amarrava à sua bicicleta… não era o pinheiro com que eu sonhava, mas era o nosso pinheiro de Natal. A juntar ao pinheiro trazíamos o musgo para usar no presépio, lembro-me da faca de metal que o meu avô colocava por baixo do musgo para separar da terra… lembro-me do cheiro do musgo…

Os enfeites eram simples, as luzes na sua maioria estavam fundidas, poucas fitas e bolas, mas os enfeites que eu mais gostava, alguns chocolatinhos de Natal que apenas seriam comidos após passar a época festiva, lembro-me do sabor meio a sabão mas era o melhor chocolate do mundo!

Os presentes…  lembro-me de ter desejado muito um móvel azul de brincar (tipo louceiro composto por loiça minúscula) que havia na loja da dona Maria do Carmo (mercearia perto da nossa casa), e sim ganhei esse presente… durante muito tempo foi o meu tesouro… quando sonhamos e concretizamos é assim… especial!

Lembro-me da minha avó Custódia estar fazer as filhoses, ela tratava da massa e o meu avô fritava, o cheiro… que maravilha!

Lembro-me de nos juntarmos à mesa, do simplesmente estar….

E Natal, para mim, é isto, é estar, é construir memórias dos momentos, memórias de sons, de cheiros, de sabores, de imagens… de Sentir… pois são as memórias que fazem quem nós somos… que as novas gerações encham o seu baú de muitos momentos especiais…


sábado, 24 de novembro de 2018

Loucura Natal ou Natal loucura???


1, 2, 3… A “ LOUCURA” NATAL VAI COMEÇAR!


DIAS ESPECIAS, aquela coisa meio institucionalizada não sei por quem pois não há registo legais disso mesmo, marcam que no final do DIA DO PIJAMA se começa com o Natal. Na próxima 2ªfeira começa o “ concurso decorações de Natal”, as caixas cheias material saem das dispensas, mas ainda assim parece não ser suficiente, e começa o ataque a revistas de moldes de Natal, a invasão de lojas das Evas, purpurinas e afins…

Assumo já que não sou anti Natal… sou anti a loucura de decorações de Natal em que as salas parecem um circo em que o importante é “dar nas vistas”, mesmo que isso resulte num empenho de energias no que menos importância tem. Não será mais importante VIVER O NATAL com o nosso grupo e famílias? Para mim Viver o Natal é explorar os vários elementos relacionados com o tema procurando estimular a descoberta, e isso passa por ouvir histórias, escutar canções, decorar o nosso espaço com as nossas produções ( e podem não resultar em elementos decorativos perfeitos, mas resultam em produtos feitos pelas crianças, logo com significado para elas)… de que nos vale ter uma árvore de Natal lindíssima na entrada da instituição e nunca termos ido com o grupo visitar e explorar esse elemento? Assumo que não tenho jeito nenhum para obras de arte de decoração, não gosto e não tenho paciência, mas não me envergonho disso, não é isso que faz de mim um profissional de qualidade… prefiro estar com o grupo e VIVER O NATAL, que privilégio estar com eles nas suas descobertas, respeitá-los nos seus gostos e perceber os seus medos, sim porque muitas vezes o excesso de decorações traduz-se em Medo ( eu próprio já o presenciei).  

Mas as famílias vão olhar-te de lado por teres a sala tão “ mal decorada”? Não vão… a família vai perceber o nosso VIVER O NATAL pois vai ser envolvida (tal como em qualquer outro projeto), a família quer que eu esteja com a sua criança, quer sentir que chega ao final dia e eu sei falar sobre o dia da criança, quer que durante a sesta eu esteja lá de corpo e alma a vigiar e não esteja num corredor a fazer decorações ( e eu também já vivi o quão importante é esta vigilância, pode fazer a diferença entre a vida e a morte), a família quer ver na sala trabalhos da sua criança ( verdadeiras obras rimas)… a família quer ver a sua criança FElIZ!

Decorações, decorações, decorações à parte….venham presentes

Venha a linha de montagem PRENDA DE NATAL… após as decorações começa a elaboração do presente de Natal para a família … e quanto mais elaborado e brilhante for melhor! Não sou anti presente de Natal… sou anti fazer um presente perfeito que se vê perfeitamente que a criança apenas deve ter imprimido a sua marca com um dedo de tinta (muitas vezes ultra perfeito), sem que pudesse sequer explorar um pouco isso que é mexer em tinta. As famílias vão olhar-te de lado se receberem um presente feio? Não… as famílias vão adorar receber um presente feito pela sua criança, tendo em conta as suas capacidades… um dia destes essa mesma criança vai crescer e vai elaborar um presente perfeito, mas na caixa dos tesouros aquele presente “feio” vai ser lembrança do seu tempo de criança.

Festas ou Festarolas, eis a questão…

Segue-se a FESTA DE NATAL… pessoalmente as melhores Festas de Natal que tive foi aquelas que aconteceram em sala (costumo chamar Festa entrega da prenda à Família), no espaço que é da criança, do grupo, da família … em que o importante é estarmos juntos, realizar uma atividade para as crianças (ex: hora conto; Concerto mais pequeno MUNDO…) usufruírem acompanhadas de quem gostam, para as crianças darem o seu presente aos pais… e sim, são momentos muito especiais em que estamos a Viver o Natal e a sua essência. E não sou anti FESTA DE NATAL, sou contra torturas de Natal, em estarmos em palco com as crianças e o seu medo é tal que tremem ao nosso colo… compensa fazer as crianças passarem por isso em nome sei lá do quê (sei mas não quero dizer a palavra para não ferir susceptibilidades)?

Este é o caminho que sigo e cada qual segue o seu caminho e faz as suas escolhas, espero, pela qualidade da Educação de Infância, e seja em qual projeto for, que pensem primeiro em cada criança e no grupo… nos seus interesses, nos seus gostos, nos seus não gostos, nas suas capacidades tendo em conta a faixa etária… e a energia que é canalizada durante o Natal para tantas tarefas (que podem não ser assim tão importantes) que seja despendida no que realmente interessa… viver momentos em que todos juntos CRESCEMOS FELIZES!

QUE O NATAL SEJA VIVIDO DE UM MODO MUITO ESPECIAL!

Natal é ESPECIAL!



Vivendo Momentos de Natal
( Propostas para miúdos com graúdos)… Teatros, horas conto, exposições, feira livro…


O Natal está chegar, aliás ele já anda por todo o lado… principalmente nos anúncios de TV , verdadeiros bombardeamentos, que invadem as nossas casas e nos fazem ouvir constantemente “ Quero isto, e quero aquilo, e mais aquilo” … E sim, temos uma batalha pela frente… manter a Magia do Natal ( que é bem mais do que mero consumismo)… e porque não proporcionar momentos especiais às nossas crianças, e são tantas as ofertas.

As propostas que vou apresentar surgem dos meus próprios gostos e incidem em momentos que poderão ser especiais para os pequenos e graúdos vivenciarem juntos  ( não há qualquer interesse politico, comercial, religioso…)

Começo por apresentar propostas da minha vila de Coruche pois considero ser o ponto de partida, usufruir o que o nosso meio tem para nos dar…



 Ainda mantendo-me em zonas próximas da minha vila, apresento as propostas do Município de Santarém









Outras propostas…









Para mais propostas  não deixe de ir a…



Que seja uma Natal repleto de MOMENTOS ESPECIAIS

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

GUERRA ABERTA ÀS GRIPES!! E nós não somos INFETÁRIOS!!



Preparem-se paizinhos vão começar as ranhocas de várias cores, as tosses, as febres e febrões, noites mal dormidas… as gripes estão cada vez mais poderosas e vão atacar em força… e lá vai perguntar o pediatra “ Anda no INFETÁRIO ?” (esquecendo-se que os hospitais são verdadeiros focos de propagação de doenças, especialmente quando fazem as crianças permanecer horas e horas sem fim…). A nós, profissionais de educação, ninguém nos prepara para sermos “profissionais de saúde”… mas nós preparamo-nos o melhor que conseguimos… e há pormenores que podem não ganhar a “guerra” contra os vírus mas que podem aliviar… e todos queremos o melhor para as nossas crianças… e sim num mundo ideal criança doente tem de ficar em casa, mas nem sempre é possível, especialmente neste mundo laboral em que os empregos são cada vez escassos, em que cada vez há maior exigência…
Como educadora não tenho receitas, o que vou fazendo resulta da experiência que fui adquirindo ao longo dos tempos, e todos os dias estamos a aprender… uma das minhas ferramentas mais preciosas são dois livros do Pediatra Mário Cordeiro ( o Grande livro do bebé; o livro da Criança) , compostos por linguagem muito simples e esclarecedora. Outra ferramenta importante, mas que temos de ter sempre ativa, é a OBSERVAÇÃO… especialmente em crianças mais pequenas que não verbalizam o que sentam mas que o manifestam através da sua linguagem corporal, é importante perceber todos os sinais e perceber cada criança ( há crianças que podem estar com febre e não ter testa quente, mas estarem mais apáticas- na dúvida medir sempre a temperatura). Outra medida importante é quando começam as ranhocas ir colocando soro ao longo do dia, alivia bastante e pode fazer toda diferença no bem estar da criança (por exemplo, se for comer toda entupida a criança não irá comer nada)… eu sou assumidamente ADEPTA DO SORO, apesar de ser algo que raramente crianças apreciam compensa pelo bem estar que lhes pode dar (lembro-me perfeitamente de ter pedido ajuda ao pediatra dos meus filhos para me ensinar a colocar soro de um modo mais eficaz ). Outra medida, é muito importante ir dando água ao longo do dia, especialmente agora em que a vontade beber água diminui, é importante que o adulto insista pois a hidratação é essencial. Outra medida, ter muita atenção ao modo como se utiliza o ar condicionado, somos nós que regulamos a temperatura por isso é responsabilidade nossa, e eu própria já ouvi muitas vezes “ As creches parecem salas de choco, abre-se a porta e vem lufadas de ar quente”… mais uma que ninguém nos ensina, eu pedi mais uma vez apoio do pediatra dos meus filhos, se tivermos de usar ar condicionado não é colocar em altas/baixas temperaturas (por exemplo para quente se nos sentirmos bem andar de t-shirt é porque temperatura está muito alta)… sinceramente prefiro que as crianças tenham roupa adequada a ligar temperatura pois estamos num local fechado dia todo e respirar aquele ar quente só vai levar a maior propagação de vírus, durante a sesta sou mesmo contra, é preferível ter roupa de cama adequada, e nesta situação, com todos grupos que tive pude ver resultados positivos . Outra medida, no final dia, aquando da limpeza, é importante arejar a sala, deixar entrar ar puro, eu sei que não é agradável estar fazer limpeza com corrente de ar, mas este é um aspecto importante, deixar as salas respirarem . A medida mais importante de todas é manter sempre comunicação com os pais/ famílias, é importante haver troca de informação, se pais tiveram de medicar criança de manhã deve referir à equipa de sala, é preferível do que se estar a duplicar medicação, se a criança tiver febre é agir e medicar-se ou se necessário em caso pico de febre usar a banheira, e depois entrar em contato com a família… primeiro, e sempre primeiro, o bem estar da criança…
Somos profissionais de educação, damos o nosso melhor, não temos soluções e quem nos dera que os nossos pequenotes não adoecessem… mas damos o nosso melhor, e eu, enquanto educadora recuso-me a que chamem as nossas salas de INFETÁRIOS… a minha recusa passa por tomar medidas que possam proporcionar bem estar às nossas crianças…