terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Não sou uma Educadora “ Mãos de Fada!” (nem quero ser)






Há já alguns dias que tenho este texto a pairar na minha cabeça, não sabia se lhe dava “vida” ou não… é um tema que pode ferir algumas susceptibilidades… a intenção não é atacar ninguém, cada um sabe de si e que caminho percorre (muita vezes porque tem mesmo de percorrer esse caminho)… é apenas uma reflexão minha tendo em conta o Projeto de que faço parte e o caminho que quero percorrer enquanto educadora… por isso é uma reflexão para provocar reflexão em quem quiser, quem não quiser que passe ao lado, a isto se chama Liberdade de escolha!



É Carnaval, ninguém leva a mal!


Estes dias e mais dias para serem comemorados (ainda que não haja nenhuma Lei que nos obrigue a tal) deixam-me um pouco stressada… tiram-nos tempo para realmente dedicarmos a temas que são do interesse de quem interessa, as Crianças! Mas há dias que são difíceis de contornar, e o Carnaval inclui-se no lote… por isso a estratégia da nossa equipa Ninho dos Corujinhas passou por planificar  tendo por base a canção “ Doidas, doidas andam as galinhas” que é tão apreciada pelas nossas crianças , e a partir daí desenvolver atividades que integrassem as diferentes áreas de desenvolvimento/ conteúdo.






As atividades:

 Com o Projeto  pretendíamos viver o Carnaval com as nossas crianças, tendo em conta as diferentes faixas etárias, e assim foram desenvolvidas várias atividades, como:


- Canção “ Doidas, doidas andam as galinhas”- conciliação da música com a expressão corporal; recorremos à caixinha instrumentos musicais para que houvesse um maior envolvimento das crianças;



- Observação de Imagens reais: estimular o dialogo sobre o que estão a observar; momento de partilha entre as crianças;



- Caixinha tesouros de Carnaval: um sucesso! Desperta a curiosidade e a Imaginação… numa fase inicial há alguma vergonha mas depois de se desinibirem é um privilégio observar as descobertas de cada um e de todos ;





- Exploração livros


- Brincadeira com serpentinas e balões


- Visita dos pintainhos: a presença real do animal é sempre um momento muito apreciado pelas crianças, umas mais inibidas, outras totalmente desinibidas, a curiosidade, a descoberta…


- Parceria com os amigos avozinhos do Centro de Dia (** reflexão a ser feita isoladamente)





A atividade

O DESFILE…


O Desfile aparece aqui em letra maiúscula meio em tom provocatório pois foi esta atividade que originou esta minha reflexão. E começo por afirmar que o Desfile é uma atividade que integra o Projeto, não é o Projeto em si, o tema é para ser desenolvido através das diversas atividades e não se resume apenas ao DESFILE.
A nossa instituição foi convidada pela nossa Câmara a participar no Desfile onde estariam todas as escolas do concelho. Aquando deste convite tentamos perceber se havia tema definido, e como não havia, utilizamos a mesma estratégia de outros Projetos… partir dos interesses das crianças, daí tudo começou com a canção “ Doidas, doidas andam as galinhas”, e assim definiu-se que no Desfile as crianças iriam de Pintainhos e a equipa de Galinhas. Para tal contamos com a colaboração das famílias que ficaram encarregues de tratar do disfarce, não havia qualquer “regra”, o que pedimos era que fossem de pintainhos uma vez que integrava o Projeto que estávamos a desenvolver com os grupos.

Tal como no ano anterior, participamos todos no Desfile, o berçário, sala 1 ano, sala 2 anos e sala de JI… e como se consegue levar bebés para um desfile? Contamos com a colaboração das famílias que nos acompanharam integrando também o desfile e vivendo esta atividade todos juntos… 


No DESFILE estavam todos os estabelecimentos de ensino do concelho, muita cor, muita alegria… e ouço alguém referir-se a um grupo que estava junto a nós “ Que maravilha de fatos, são mesmo Educadoras mãos de fada”… e sim, estavam lindíssimos, PERFEITOS…

Mas vamos falar a sério sobre aquele tema que todos que trabalham com crianças sabem mas não se fala… assunto tabu??? De que momentos resultam estes disfarces tão PERFEITOS que são feitos nas Instituições? Ou as equipas fazem horas extraordinárias, ou levam trabalho para casa… OU…  faz-se no dia a dia? E se isso acontece tenho algumas questões (sim questões porque algumas respostas conheço, e muitos de vocês conhecem mas mais vale pensarmos que não acontece) :

- O que fazem as crianças nos momentos em que os adultos da sala estão a fazer os fatos PERFEITOS?

- Quem garante o normal decurso das rotinas ?

- Quem ouve a(s) criança (s)?

- Quem observa a(s) criança (s)?

- Quem vigia o seu sono?


Afinal que custo tem para as crianças esses fatos tão PERFEITOS que só serão utilizados no momento do DESFILE e não se podem estragar, pois apesar de nunca mais voltarem a ser usados vão ter de se manter PERFEITOS nem que seja na caixa que vai para o sótão!

Na verdade há soluções para a perfeição, fatos feitos com o apoio das famílias e assim garantir um envolvimento destes no percurso de crescimento das suas crianças… mas não ficam tão Perfeitos? Ficam mais perfeitos pois resultam da Partilha, da interajuda, do Amor, do envolvimento daqueles que não os nossos melhores parceiros, as famílias! 




Afinal que Educadores queremos nós ser , mãos de Fada? Eu quero ser uma Educadora coração de Fada, capaz de olhar, de ouvir cada uma das minhas crianças, capaz de garantir que os seus dias são recheados de vivências reais, de descobertas, e para isso eu tenho de estar com ela, mas um ESTAR à séria… nem sempre é possível seguir este caminho pois há factores de muita influência que não o permitem, felizmente faço parte de um projeto que me permite seguir o meu caminho, e isso é um privilégio… mas quando se faz com Amor tudo se consegue… de uma coisa tenho a certeza NÃO SOU UMA EDUCADORA MÃOS DE FADA, E NEM QUERO SER!



terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

O saber não ocupa lugar!



IV Encontro Nacional Brincar…Mos?!

1 Fevereiro 2020

Sábado bem cedinho é hora de rumar a Lisboa para o IV Encontro Nacional Brincar…Mos… é dia de formação (mas será apenas dia de formação?). Passadas todas as peripécias logísticas da ida para Lisboa (deixar dormir, carro que não pega, os pasteis de nata a escaldar…), lá vamos nós para a capital!

Chegamos (um pouco em cima da hora)!! Rapidamente, ocupamos lugares disponíveis aqui e ali pela sala, fico mesmo na fila da frente (UiUi)… 




1ªintervenção: A importância da psicomotricidade (Cláudia Machado Gil, Catarina Ferreira e Mónica Romão)

No palco estão 3 profissionais que partilham o seu projeto Terra das Crianças, falam da importância da psicomotricidade para o desenvolvimento infantil… uma partilha marcada por uma postura muito positiva que me passou a ideia que é importante pôr as crianças em movimento, é uma área tão importante como todas as áreas de desenvolvimento. Terminam a partilha com uma máquina de bolas de sabão que espalham Magia pela sala … uma simples máquina de bolas de sabão a estimular o movimento, o sorrir, o sonhar…



2ªintervenção: “A Brincar com a educação” (Marta Pinheiro)

Momento humoroso, Amorístico e Trocas e Baldrocas… estou curiosa, o que irá esta rapariga que está aqui ao meu lado apresentar em palco? E ela subiu ao palco com o seu ar, aparentemente tímido, e começou… uma lufada de ar fresco a despertar tanto sorrisos… como hei-de explicar? Um “ César Mourão” da educação… vocabulário, situações do quotidiano de uma educadora a servirem de base para histórias hilariantes que foi criando… um momento de refletir sobre educação de um modo descontraído, divertido, a sorrir… gostei muito! Refletir sobre Educação de um modo descomplicado… a brincar com coisas sérias! O que ficou em mim… além do momento descontraído, que podemos pensar em educação de um modo diferente, sem ver apenas o lado “negro”, e sim há muito para fazer mas se tivermos uma atitude positiva tudo funciona muito melhor e podemos envolver mais outras pessoas… e sim é tempo de mudar, mas mudar de sorriso na cara é muito melhor!




COFFEE BREAK: as famosas tortas de Loures, super calóricas , mas que já fazem parte do Encontros /formações da Célia… a adoçar o dia!!!



3ªintervenção: “ Guardião do Brincar- super herói da era digital” 
( Francisco Lontro)

O Francisco apresentou-nos o projeto Brincar de Rua… e realmente deixou-me a pensar… eu sou do tempo em que se brincava na rua, saímos para brincar com os amigos e voltávamos quando a mãe chamava com aquele “grito” que até o chão estremecia… saltava nas poças de água, brincava com paus e pedras, andava bicicleta rua acima rua abaixo… sou do tempo de um crescer na Natureza, na rua… e quando olhamos para os dias de hoje algo se passa, não há crianças? Onde estão as crianças? Fechadas em 4 paredes mergulhadas num mundo digital? Que memórias da sua infância vão ter estas crianças? Deixou-me a pensar…

O Projeto Brincar de Rua procura contrariar a realidade dos dias de hoje e levar as crianças para a rua, para brincarem… e é de valorizar este tipo de projetos que vêm abanar este hoje invadido por coisas digitais… Mas… que liberdade é esta dos dias de hoje em que tempos de ter guardiões do brincar, em que tem de se planear momentos em que pais/famílias e crianças estejam a Brincar? E sim, é melhor assim do que nada… mas, eu que fui dos tempos em que brincar era algo tão natural, espontâneo… deixa-me a refletir… e sim temos de agir rapidamente ou corremos o risco das crianças dos dias de hoje se tornarem em adultos sem memórias, sem vivências , a adultos “cinzentos”…

O Francisco lançou o desafio do Dia do Brincar, e sim o Ninho dos Corujinhas irá participar no desafio, mas nesse dia especifico, assim como em todos os dias… Brincar, ir para Natureza, sujar, descobrir tem fazer parte dos dias das nossas crianças (não de um modo pontual mas de um modo rotineiro).

Esta intervenção deixou-me a refletir, e muito… deixou-me preocupada… e quando temos um filme com momentos reais em que vemos o envolvimento das crianças o contato com a Natureza, em que ouvimos aquilo que sentem quando brincam livremente, quando isso se traduz em momentos de vivências felizes é porque temos muito para fazer… porque Brincar não pode ser a excepção … 



Leilão Saco XXL Peças Soltas: várias pessoas foram presenteadas com “talegos” com materiais que com toda a certeza irão proporcionar momentos de muita diversão a tantas crianças ( os talegos foram feitos pela nossa Ana Rita, o que é feito com Amor é bem feito!!)




4ªintervenção: Tempo de Brincar” 
( Susana Alberto e Alexandra Bernardo)

Um projeto que surge como uma alternativa a crianças que não frequentam a Creche, que proporciona momentos de brincadeira, de interacção entre crianças e famílias… foi uma intervenção que proporcionou dinâmicas de interacção entre os participantes…”a nossa criança balão”… e quando os adultos brincam, envolvem-se, sentem-se mais felizes e isso é positivo… porque é que há ainda profissionais de educação que têm dificuldade de se envolver nas brincadeiras com as suas crianças? Não nos tira credibilidade, pelo contrario, estabelecemos uma relação mais próxima com a criança quando esta nos permite fazer parte do seu mundo… por isso: Brincar faz muito bem!




5ª intervenção: “ Mundos da Educação de Infância” / “ Vamos soltar as peças” ( Célia Gandres)

E foi tempo da nossa anfitriã subir ao palco e passar a participante… vestiu o seu sorriso (aquela gargalhada tão característica) e vamos lá refletir sobre Educação… tocou em vários pontos, despertou-me a reflexão, de um modo divertido pôs-nos a pensar no que fazemos, no que queremos fazer… mais importante do que refletir é ter a capacidade de fazer na prática alguma coisa… não basta blá, blá, blá e depois nas nossas realidades não fazermos nada, ou limitarmo-nos a “imitar” outras realidades que nada têm a ver com o nosso contexto… é tempo de Fazer, e não é por mim, mas pelas nossas crianças que têm o direito a serem crianças (e não mini adultos), têm direito a Brincar, têm direito a Crescer Felizes!





E é hora de ir para casa… e como já é habitual o Encontro termina com uma canção… Dá-me um Abraço ( Jorge Palma) … e que bom foi receber aquele abraço… abracemos cada um de nós o dia que vivenciamos, um dia de Partilha, um dia de Reflexão, um Dia de Brincar com coisas sérias, um dia de espicaçar, de nos fazer sair da “zona de conforto” e fazer mais e melhor…  








A equipa Ninho dos Corujinhas … um obrigada Ana Rita, Noélia, Manuela por estarem neste dia que com toda a certeza ficará em cada uma de vocês e se traduzirá em crescimento, porque cada uma de nós deverá ambicionar ser sempre melhor, fazer sempre mais… estamos sempre a Aprender!!

Que sejamos sempre Brincadores...


E foi apenas um dia de formação? Não… foi um dia de Vivências, de Refletir, de Ouvir, de Observar, de Aprender, de Estar, de Partilha... de CRESCER FELIZ!


sábado, 25 de janeiro de 2020

DIZ-ME E EU ESQUECEREI…ENVOLVE-ME E EU APRENDEREI…




A euforia do Natal já passou… e agora? Dia de Reis, Inverno? NÃO… agora é tempo de Caracóis, gostamos tanto deles!!

Na frente das instalações do nosso Ninho dos Corujinhas há um terreno que costumamos frequentar com muita regularidade, é um espaço amplo, composto por árvores, flores, pauzinhos, pedras, terras… a Natureza no seu melhor e que nos permite usufruir de momentos únicos. Nas idas ao “terreno dos pauzinhos” observei em vários momentos o interesse das crianças por caracóis, gostam observar onde estão, brincam com as conchas como se fossem personagens de histórias que inventam, fazem contagens, têm diálogos entre si sobre os caracóis, e essas mesmas observações foram a base para o projeto “ Caracol, caracolinho” (pois várias vezes os ouvi chamar pelos caracóis usando esta mesma expressão).




No esquema do projeto procurei abranger várias áreas de desenvolvimento, de qualquer modo, não é uma planificação rígida, pelo contrário, há abertura para surgirem outras atividades, quer através propostas/interesses das crianças, através observações, através propostas famílias (…)



ESQUEMA PROJETO “ Caracol, caracolinho”


E tudo começa com a história “ Caracol, caracola”



O gosto pelos livros não é algo que se ensine, é estimulado através do contato com os mesmos, e quanto mais regulares forem esses contatos maior ligação se estabelece entre a criança e o livro. Assim, enquanto educadora acredito que a utilização de uma história para iniciar um projeto é uma estratégia muito enriquecedora, é um fio condutor que marca o início do projeto mas que se vai mantendo ao longo do mesmo possibilitando uma interligação entre todas as áreas de desenvolvimento que se envolvem entre si e não ocorrem isoladamente.

Para a Hora do Conto não utilizei o livro em formato original, mas optei por fazer um livro com as imagens em A3 que colei em cartão e apliquei alguns estímulos sensoriais.




Partindo da história, que é sempre a base do projeto, realizamos várias atividades:

- À Procura do Caracol- idas ao terreno apanhar caracóis


- Canção- com utilização caixinha de instrumentos

- Exploração Imagens reais comparando com caracóis que trouxemos do exterior


- Pintura de imagem caracol/ aplicação pedaços Eva- cada criança escolhe livremente a cor que quer utilizar


. Caracóis de plasticina ( estica, estica, estica… enrola, enrola, enrola)


- Eu sou um caracol- brincar aos caracóis , faz de conta…



As famílias, os nossos parceiros

Antes de iniciarmos o projeto pedimos a colaboração das famílias para que nos enviassem material relacionado com o tem, e no dia que demos inicio ao projeto tivemos uma agradável surpresa, o carteiro veio entregar uma encomenda e quando abrimos a caixa descobrimos 2 livros sobre caracóis, foram enviados pela mãe da nossa Alexandra. Ficamos tão Felizes!!! Uma contribuição que veio enriquecer tanto o nosso projeto!






Recebemos ainda um caracol sensorial feito pela mãe da nossa Maria Rita e uma caixa de conchas de caracóis que a pequenota apanhou com a prima na horta do pai Luís, e que fez questão de contar aos amigos essa mesma experiência.



Partilhando com os bebés

O projeto que começou a partir do interesse das crianças da sala 2 anos estendeu-se à sala do berçário. Num 1ºmomento levamos o nosso livro sensorial “ Caracol, Caracola” para mostrar aos bebecas… e resultou em momentos de PARTILHA tão bons para todos, os bebes com o seu olhar curioso para o que se estava a passar, o grupo 2 anos numa primeira fase meio envergonhados mas depois a querer mostrar, a querer envolver os bebes… num 2ºmomento partilhamos a canção utilizando a caixinha de instrumentos musicais… 




Momentos de Partilha são momentos muito especiais para todos… para os bebés pois contatam com crianças maiores, desperta-lhes a curiosidade, estabelecem-se ligações afectivas… para as crianças grupo 2 anos que se sentem orgulhosas em mostrar as “suas coisas”, há uma sensibilidade ao lidar com os bebes… vivências simples e únicas para todos…



CARACOL, CARACOLINHO…

E é pela OBSERVAÇÃO que tudo começa… vê-los em contato com a Natureza, nas suas explorações, nas suas descobertas… observar os seus interesses… poderíamos seguir o caminho do “mais do mesmo”, mas não seria igual… gostam de Caracóis? SIM… então vamos seguir o vosso caminho, posso ir ao vosso lado?

A OBSERVAÇÃO… que importante é ter um olhar desperto pois cada criança, o grupo vai-me manifestar aquilo que gosta através de brincadeiras, de conversas, de explorações… mas não é fácil! Temos dúvidas, temos receios… mas faz parte… por mais leituras de fazemos, por formações que vamos tendo, por partilhas… é apenas na concretização que percebemos que caminho querem as crianças fazer, e temos de ter a capacidade de continuar caso haja interesse ou de recuar caso não haja interesse… e a isto se chama CRESCER!

Não há receitas, cada criança é uma criança, cada grupo é um grupo, cada contexto é um contexto… mas há o nosso percurso enquanto profissionais de educação, para mim o que me faz sentido é partir daquilo que observo, planificar, refletir, reformular, refletir… e sim tenho dúvidas, e sim recuo quando tenho de recuar, e sim avanço por outro caminho se assim fizer mais sentido para as crianças, porque o mais importante é que se sintam envolvidas, que façam descobertas, que partilham, que ocorram vivências únicas e com significado… e a isso se chama CRESCER FELIZ!